domingo, 3 de julho de 2016

Dois dedos de conversa com Maria Ana Flores Ribeiro




A paixão pela arquitectura surgiu cedo. Em idade de brincar, sem geometria nem referências, sem livros, nem ferramentas, já pensava em como criar maneiras de habitar. Os caracóis do jardim e os bichos-da-conta foram os primeiros a ter um abrigo de folhas e outros materiais da terra que serviram para pôr em prática esta vontade criativa de moldar o espaço. Arquitecta e designer de interiores na Melom Directório, empresa parceira do Querido Mudei a Casa, do Leroy Merlin e da Remax, Maria Ana Flores Ribeiro conjuga funcionalidade e bem-estar através de bons materiais e uma equipa experiente, seja numa pequena mudança ou numa obra maior. O segredo? projectos feitos à medida e uma dedicação ímpar a cada casa como se fosse a única.

1. Quase todas as crianças desenham casas, fazem castelos de areia, de legos ou de cartas mas as tuas construções tinham um propósito e "clientes" muito especiais. Ainda te lembras desses primeiros projectos? Quando é que tomaste consciência que a arquitectura era uma "brincadeira" para levar a sério e fazer dela profissão?

Antes de mais, quero agradecer ao Blog “Cinco para as duas” a oportunidade de falar um bocadinho sobre este tema, um tema que me apaixona.

Para responder à vossa pergunta, sim é verdade, os meus primeiros clientes eram caracóis e pequenos animais para os quais eu construía casas de papel (agora olho para trás e penso onde tinha a cabeça!) algumas partes nem tinham tecto e onde eu tentava perceber como é que eles aproveitam aquele espaço. Claro que a maior parte fugiu (ahahah). Apesar de ter seguido sempre o curso de Artes e depois entrado na Faculdade de Arquitectura, somente por volta do 3º ano é que as coisas fizeram sentido. Quando entramos na faculdade somos muito novos e considero que este curso envolve uma maturidade espiritual que chega mais tarde. Planear e ter a consciência que a vida se vai desenrolar pelas linhas que desenhamos para mim é uma grande responsabilidade…às vezes corre bem…outras nem tanto…



2. Além da tua formação base, estudaste fotografia, mandarim, iluminação, construção sustentável, entre outros. De que forma esta curiosidade e vontade de abraçar novas áreas te ajuda ou complementa o teu trabalho?

Começou inconscientemente. Uma necessidade de querer conhecer outras áreas, de experimentar outras visões. Para mim Arquitectura é vida, é o que limita e expande a nossa vida quotidiana e, como tal, alberga noções, sistemas e conhecimentos de muitas áreas diferentes. Sem dúvida que complementa o meu trabalho e crescemos também enquanto seres humanos.



3. Um dos desafios do design de interiores é captar a essência de quem habita, mais do que contornar limitações de área ou de luz, é ter a sensibilidade para perceber como é que cada um gosta de viver o seu espaço. Concordas?

Sem dúvida. Como Arquitecta e Designer tento ter sempre isso em mente. Os projectos não nos pertencem, mas sim a quem os vai viver, e temos de ter a humildade de ouvir os desejos dos clientes e tentar ajudar a tornar as suas ideias possíveis. Claro que com o conhecimento que temos sobre o espaço, podemos permitir-nos a dar sugestões, melhoramentos das suas ideias, mas não nos devemos sobrepor aos desejos de um cliente. Tem de haver um equilíbrio. Não é a nossa função acabar a obra com uma casa “de revista” mas sim com uma casa na qual os utilizadores se sintam integrados.

4. Entretanto abraçaste o desafio e estás na Melom Directório que, juntamente com a Leroy Merlin e o Querido Mudei a Casa têm no currículo o maior número de famílias surpreendidas e felizes com a remodelação dos seus espaços. Como está a ser esta experiência e quais as qualidades diferenciadoras da Melom?


Tem sido uma experiência muito enriquecedora e uma grande aprendizagem. Temos Equipas de técnicos competentes e experientes em todas as áreas da obra. Estamos todos motivados para transformar a casa das pessoas no que elas sonharam. As obras passam por uma fase de orçamentação (gratuita) e depois acompanhamos desde o dia 1 essas mudanças o que cria também laços com os clientes. Juntos damos forma aos sonhos das pessoas...e às vezes são coisas tão simples e que lhes vai facilitar muito a vida.




5. Mas a empresa Directório já existia? E continua a dedicar-se a que tipo de projectos? 

A empresa Directório já se encontra no mercado há 25 anos, referências da venda de mobiliário de escritório. Neste momento continua a funcionar, abrangendo todo o tipo de projectos dentro da área empresarial.

6. Alvar Aalto é uma referência na área e uma figura que te inspira. Ele é o arquitecto que devolve à natureza e procura a integração natural, fazendo por ligar a tarefa de construir à atmosfera do local da construção. Uma arquitectura que não se impõe e que se molda ao que já existe, acrescentando-lhe funcionalidade, estética ou conforto. É essa, também, a tua forma de pensar e projectar?

Alvar Aalto é uma das minhas grandes referências no campo da arquitectura precisamente pelo que referiram. A meu ver devíamos pensar mais na Natureza como prolongamento da nossa casa e vice-versa. Tratá-la e vivê-la melhor. Este pensamento está intrínseco em mim e por isso a projectar não o consigo abandonar.

Obrigada Maria Ana e Melom!

E agora, já sabe, quer seja para uma obra de fundo ou para pequenas remodelações (e sabe tão bem mudar de vez em quando!), a Melom, com profissionais de todas as áreas, é a equipa que dá conta do recado. Transforme o “antes” num surpreendente “depois” e sinta-se ainda melhor em sua casa, no jardim, no escritório...


Contactos

Email - maria.ana.ribeiro@melom.pt 

Tlm -  910745403
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3 comentários

  1. Maria Ana desejo-te a maior SORTE do MUNDO .

    Tens uns PAIS MARAVILHOSOS que te apoiam e fazem FELIZ .

    Um beijinho muito grande de uma tua amiga ,
    Ângela

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  2. Gostei muito da descrição do teu futuro percurso .... BOA SORTE !!!!

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  3. Maria Ana, gostei de conhecer os conceitos em que te baseias. Uma das ideias que retiro do texto é a de dar atenção ao que te rodeia.
    Isto é, ainda, a necessidade de enquadramento da obra face à paisagem, ao movimento solar, ao regime dos ventos, às necessidades do promotor da obra, etc.
    Tenho uma casa, em Porto Covo, cuja obra não promovi,dirigi que viola quase todos os princípios enunciados.
    Quando a quiseres ver e avaliar terei muito prazer em ajudar.
    Beijinhos à mãe.
    José Pite

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