quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Quando aterra aos teus pés, é sorte!


Hoje estava na minha vida normal, num parque de estacionamento a descarregar vinhos e azeites e o telefone não para de tocar e eu a pensar "o que querem de mim agora? Que chatice, não pára um segundo!"  Por descargo de consciência olho e penso "Ups, este tenho mesmo de atender"...


"Está? Estáá!!! Só um bocadinho que estou numa garagem com pouca rede e vou para ao pé da porta!" e lá andei uns metros, com o carro de mala aberta, caixas de vinho e azeite no meio do chão mas sempre debaixo de olho, e fiquei junto à entrada do parque a falar. Levanta-se um vento que provoca uns remoinhos junto ao canto da entrada do estacionamento com folhas, sacos de plástico e papéis a voar, quando no meio daquilo tudo, enquanto falava com aquela pessoa que não podia deixar de atender mas sempre de olho no carro todo aberto vejo aquilo que parece uma nota. Olho para um lado, para o outro e não há viva alma perto de mim, por instantes pensei que era daquelas do monopólio mas não.
Por vezes há telefonemas chatos que vêm por bem, e não só foi importante o telefonema, como a ventania que se fazia sentir trouxe consigo um bónus que aterrou aos meus pés.:)

:) Gonçalo
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