quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Baja Portalegre 500. Será que foi uma boa ideia?


Desde novo que tenho uma paixão pelas motas, especialmente pelas de campo.
Quando era miúdo, quase todos os fins-de-semana, os meus amigos e eu dávamos grandes passeios pela Beira Baixa liderados pelo meu pai e pelo meu tio João, dois grandes navegadores. Também tinha a sorte da minha avó ter casa na Aldeia Velha, junto a Avis e sempre que íamos visitá-la, levávamos a tralha toda atrás, motas, atrelados, ferramentas, gasolina, equipamentos...mas valia a pena. Nas férias de verão era com os meus amigos de Azeitão (Setúbal), onde corríamos a Serra da Arrábida (quando ainda se podia).




Entretanto, fui para fora estudar e depois quando regressei vim para Lisboa trabalhar e estive muitos, muitos anos parado, e foi pela mão do meu amigo Ricardo Megre, que então pelo Clube Aventura e a Megre Motorsport organizava o "Transportugal", que regressei as lides na minha velha Husqvarna WR 360 apelidada de "xanato" pelo Ricardo, e que infelizmente não aguentou a velhice e ficou-se pelo caminho no inicio do segundo dia.
A segunda vez, decorria o ano de 2003, fui ao meu velho amigo Carlos Brioso e comprei-lhe uma Suzuki DRZ 400 e a partir daí todos os anos participava no "Transportugal" organizado pelo Ricardo e o eterno José Megre, o pai do todo terreno em Portugal. Eram aqueles três dias do ano que conseguia andar de mota, tentando acompanhar o meu amigo Pedro Bianchi Prata. Que saudades desse tempo e de toda a família do "Clube Aventura"!
Este ano, a Baja Portalegre, "filha" de José Megre, comemora 30 anos, e eu em tom de brincadeira no verão desafiei os meus dois filhos mais velhos para irem fazer comigo no formato mais suave de "Family Baja" e os piratas cortaram-se. Lá fui eu com uma das minhas frases felizes "Vocês são uns meninos! Querem ver que o velho tem de ir  mostrar como é que é!" e inscrevi-me na classe de veteranos, sem vergonha nem pudores, e depois lembrei-me, os veteranos fazem a totalidade do percurso, cerca de 500 kms, conhecidos pela sua dureza e quando chove nem se fala.....é um banho de lama!


No que é que me fui meter.......será que aguento!?
Lá comecei eu em Setembro a fazer ginastica à pressão, mas como odeio ginásios, e tenho muito pouco tempo disponível, estudei um plano diário que se pode fazer em casa (Cardio e Muscular), depois posso partilhar!
Já os treinos de mota é uma coisa diferente...mota no Alentejo, família em Lisboa, muito trabalho, desde então apenas consegui andar 8 horinhas, mas o saldo positivo é que com este exercício todo e preocupação de acabar a prova, já emagreci 8 quilos!


Bom, espero que corra tudo bem...
Entretanto voltei a trocar de mota, desta vez de volta à minha marca do coração, a Husqvarna comprada ao meu amigo Carlos Brioso (Motobrioso).


Para a prova pedi assistência a quem sabe e que me ensinou muito a mim e aos meus filhos nestes últimos anos: Pedro Bianchi Prata e sua equipa, que têm sido impecáveis e trataram de tudo por mim. Desde a parte administrativa, até aos aspectos técnicos do que devo pôr na mota. Durante a prova irão continuar a tratar na gestão dos tempos, obrigações e da assistência.
Wish me luck!
Beijos e abraços a todos e espero daqui a uma semana ter boas noticias!
:) Gonçalo
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