sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Mãe sofre... Uma aventura no skate park!


Quarta-feira, um dia lindo de sol radioso e ainda por cima feriado as condições ideais para um dia maravilhoso, certo?! 
Estava sozinha com os três, tinha o Gonçalo no Alentejo com um grupo de americanos. Manhã com pequeno almoço surpresa, a avó Luisa decidiu fazer uma visita  e depois estudos, estão a começar a época dos testes.
Depois do almoço fui deixar o Francisco ao skate park. Ele tinha combinado uma tarde com os amigos. A combinação era estar em casa às 18h.
Fui com o Sá e a Vi para casa da minha prima dar um mergulho à piscina e por volta das 16h30m fomos para casa. Tinha duas amigas a chegar e um lanche para preparar.
Às 17h45m o telefone toca e pelo toque percebi que era o Francisco. Chamem-lhe sexto sentido, instinto de mãe, o que quiserem, mas quando atendi o telefone já sabia que alguma coisa tinha acontecido..."Mãe, parti o braço mas estou bem!"   
Telefono a uma prima a pedir para ficar com os miúdos e às minhas amigas a cancelar o programa. Acho que voei até ao skate park em S. João, nem me lembro de fazer o caminho. Quando cheguei estavam algumas amigas do Francisco que me levaram até ele. O local não podia ser melhor... Estava no fundo da pool (como eles chamam) que tem mais ou menos dois metros e meio de profundidade. O  INEM chegou pouco tempo depois de mim. Foram precisos os dois bombeiros, mais 3 senhores que lá estavam( provavelmente com as suas crianças), para conseguir içar o Francisco. O aparato foi enorme.
Num momento destes tudo nos passa pela cabeça, mas o que se pode fazer para além de tentar manter a calma, dar-lhe beijos, mimos e dizer que vai correr tudo bem...  Ele amoroso ainda me disse "Vai-se zangar, não vai?". Claro que não, apesar de me apetecer. 

Viemos para o Hospital e ficámos das 18h30m até às 22h em exames, radiografias, análises. Diagnóstico: Três fracturas, duas no ante-braço e uma no cotovelo. Também o miúdo não faz por menos. Entretanto colocaram-lhe  o gesso e disseram-nos que teria de ficar internado porque iria ser operado no dia seguinte. 
Foi um susto de dia! Eles bem que podiam ter um botão de transferência de dor, parte-me o coração vê-lo a morrer de dores e eu sem poder fazer nada. É uma sensação de impotência tremenda, ficar apenas a assistir... 


<3 Mariana    

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